Esta é a pergunta que todo empresário gostaria de ver respondida, em uma economia que atravessa um processo de mudanças rápidas:
Globalização da Economia;
O desenvolvimento da tecnologia em velocidade antes nunca vista;
A desestruturação do sistema hierárquico e o fim da empregabilidade.
É, meu caro empresário, no Brasil com mais ênfase pois, por incrível que pareça, nosso País, nos últimos 100 anos, foi o que mais cresceu e é o mais propenso a mudanças.
Nosso crescimento relativo foi fantástico, nossas oportunidades futuras são mais fantásticas ainda. Entretanto, vivemos historicamente duas situações constantes, que retardaram o processo de nossa chegada ao primeiro mundo, aonde já poderíamos estar, como acreditávamos há alguns anos:
1. Nestes 100 anos, a oferta de produtos e de serviços sempre esteve muito aquém da demanda, sempre reprimida, e o dono do produto ou do serviço fez seu preço, repassando sua ineficácia e ineficiência ao cliente, a quem só restavam duas alternativas: pagar ou cair fora.
A expressão comumente usada era: "Afinal de contas, a mercadoria é minha e eu faço o preço".
2. Um nacionalismo, batizado de "modelo de substituição de importação", que garantia a reserva de mercado como fonte não só de sobrevivência, mas de domínio imperial e lucrativo de empresas que nunca souberam o que é competição - nacionais e multinacionais -.
Entretanto, o crescimento do Brasil se dará a uma velocidade cada vez maior, pois continuamos carentes de tudo.
Mas hoje o cenário é outro, vivemos a irreversibilidade de sermos parte de uma economia globalizada e estarmos inseridos em um mercado competitivo. E por mais lobby contrário que se faça e sejam prorrogadas as medidas necessárias, o momento passa a ser desesperador para os empresários brasileiros que ainda não acordaram. Nossa economia tem um custo altíssimo, o chamado Custo Brasil, que ainda nos deixa fora do mercado competitivo e por si só é insustentável.
O Que Fazer?
1. Enfrentar a realidade;
2. Respeitar o mercado, identificando as necessidades e expectativas dos clientes e atendê-las, se possível superando-as;
3. Saber: quem faz o preço é o mercado;
4. Redefinir: qual é o seu negócio e inteirar-se do atual grau de desenvolvimento tecnológico do mesmo;
5. Identificar, por meio de processos de trabalhos, as oportunidades e riscos, eliminando tudo que não gere valor agregado e comprometa a produtividade e a qualidade;
6. Gerir os custos para que os preços dos seus produtos sejam menores que os praticados no mercado internacional;
7. Criar uma política de remuneração de pessoal variável, gerando um clima participativo e de
compromisso;
8. Passar do saber ao fazer - este é a meta mais difícil de ser alcançada, todos sabemos.Este é o trabalho hercúleo ao qual precisamos dar início imediatamente.
Consultor
de Estratégia Empresarial
e Educação Corporativa