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O Apagão de Talentos no Brasil

Florianópolis, 15 de julho de 2008.

Como enfrentar o apagão de talentos nas empresas e no Brasil?
Há realmente um apagão de talentos?
Este foi o tema de um painel muito rico e elucidativo no E-learning Brasil 2008 com a participação de Milton Matsumoto, diretor executivo do Bradesco e Carlos Faccina, chanceler do Business School de São Paulo, realizado em 25 e 26 de junho no WTC em São Paulo.
Uma grande parte dos 400 participantes achou que havia e isso é um gargalo ao processo de desenvolvimento organizacional das empresas e do país.
Outra parte, na qual me incluo, e foi assunto muito bem clareado pelos apresentadores e enriquecido pelos debates é que não há apagão de talentos.
Eles estão aí e querendo ser inseridos no contexto das escolas, das empresas e do País.
Existem talentos e com muitas aptidões e vontade de atuar, mas que não estão capacitados, pois as escolas não ensinam e as empresas não treinam.
As empresas que investem e valorizam seus talentos estão indo muito bem. Bradesco, Nestlé, Gafisa, Alcoa são alguns exemplos.
As empresas, que ainda pensam que ao se investir e formar um bom profissional é perdê-lo para o mercado, ficarão no meio do caminho.
Existe sim, ausência de professores interativos e participativos e de gerentes líderes e treinadores.
Neste mesmo evento a professora Paula Waal mostrou que o meio acadêmico abrigou o conceito científico e não o pensamento científico.
“Por isto o jovem não acredita no que se ensina, não se sente parte e vive a incerteza social.”
“O jovem quer a relação social, quer se inserir no contexto da escola, da empresa, da comunidade.”
Há abundância hoje de informações, de versões, de visões, de sentidos e de significados.
Precisamos aprender e desenvolver a competência de escolher.
Além do conteúdo há que ter estímulo e prática.
A Wikipédia é um processo novo, coletivo, democrático, participativo e criativo de se fazer uma nova enciclopédia, uma nova visão da vida.
É um novo sentir estratégico.
Paula Waal, professora brasileira radicada na Itália e lecionando na Inglaterra descreveu com maestria o Professor do Futuro, e eu acho que isto vale para o gerente, o diretor, o supervisor e por que não o pai de família.
Este será o multiplicador e agente de mudanças de uma nova geração de profissionais excelentes.

Vejam a maneira de ser do professor do futuro:

Lifelong learner.
É um aprendiz permanente.
Community enabler. 
É um colaborador que está à disposição.
Information literacy guru.
Está capacitado no que faz. É uma referência.
Media literacy guru.
Compartilha e publica seus conhecimentos.
Life skills adept
É um profissional que se adapta aos diversos ambientes
Digital survivor
Sobrevive na Era Digital.
Team worker
Trabalha em equipe.

Você está preparado para o futuro?
Um abraço e boa reflexão.

 

Geraldo Leal de Moraes

Consultor para Soluções Estratégicas nos Negócios

e Capacitação para Gestores